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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

O futuro...

...QUE JÁ FOI...

Há pouco mais de dez anos, as tampas de rosca feitas de alumínio, para refrigerantes acondicionados em garrafas one-way, eram saudadas como uma extraordinária inovação no mercado. Um ano depois haviam sido substituídas definitivamente pelas tampas plásticas.

...E O QUE NÃO CHEGA.

Em 1988 falava-se que deixara de ser mito a história da lata que gela sem precisar ir ao refrigerador. Notícias diziam que, já utilizada no Japão pela Gekkeikan, para acondicionar saquê, em breve a novidade tomaria conta dos EUA e, depois, do mundo. Desde então não se fala mais nisso.

"GUARANÁ ESPUMANTE"



Pincipalmente entre estrangeiros, os refrigerantes à base de guaraná fazem sucesso devido ao sabor diferente, às propriedades terapêuticas do fruto e à mística de seu habitat, a Amazônia. No Brasil, antes de passar a ser consumido em larga escala como, simplesmente, refrigerante, o produto também já teve como apelo de venda as virtudes medicinais. Com testemunhal de doutor e tudo, como o do rótulo, de 1920.

VOCÊ SABIA?

• Além da dinamite, o sueco Alfred Nobel inventou a madeira compensada. Aplicada inicialmente na construção de casas, acabou tendo seu uso generalizado, inclusive em embalagens.

• O primeiro plástico sintético foi o celulóide, inventado por John Wesley Hyatt. Ele inventou o material para substituir o marfim na fabricação de bolas de bilhar, em concurso promovido por uma firma de Nova York. Ganhou 10 000 dólares de prêmio.

• Extremamente simples e provavelmente a embalagem mais utilizada no dia-a-dia, o envelope só começou a ser usado por volta de 1840. Antes, as cartas eram dobradas e seladas com lacre. O endereço era escrito no verso.

MALZBIER - ANTES DOS GURUS



Para quem acha que ações de fidelização começaram a fazer parte do marketing das empresas apenas com a modernização e as teorias dos gurus norte-americanos: já na década de 30, no bairro da Moóca, em São Paulo, a Cia. Cervejaria Antarctica Paulista levantava nos cartórios de registro civil, diariamente, os nascimentos de crianças. De posse dos endereços, enviava às mães, acompanhada de cartas personalizadas, uma caixa com 24 garrafas de Malzbier, desejando felicidades ao casal e ao recém-nascido e lembrando que o produto contribuía para aumentar a lactação. Para fixar melhor a mensagem, essa suposta propriedade era ressaltada no rótulo com a figura de uma mulher amamentando um bebê.

A EXPRESSÃO "OK"



Uma das muitas explicações para a origem da expressão OK é de que seria uma tentativa dos norte-americanos, no século XVIII, de imitar a pronúncia francesa de um excelente rum, o Aux Cayes, ("no cais"). Produzida na então colônia francesa do Haiti, a bebida era tão saborosa que os consumidores, satisfeitos, aplicavam seu nome a qualquer coisa considerada boa e perfeita.

UM ENGANO FELIZ


No princípio a garrafa de Coca-Cola era a mesma usada por incontáveis produtos líquidos. A mais conhecida garrafa do refrigerante, a contour, nasceu em 1916, mais de vinte anos depois do lançamento da marca. A empresa identificou a necessidade de ter uma garrafa exclusiva como forma de distinguir o produto de outras bebidas. A missão foi dada a um fornecedor, a Root Glass Company, de Terre Haute, Indiana. Alex Samuelson, diretor da vidraria, incumbiu um empregado, Clyde Edwards, de procurar informações sobre folhas de coca e noz kola, um fruto africano. A idéia era associar o formato da garrafa àqueles ingredientes. Sueco, Edwards não dominava o inglês e confundiu coca com cacau (cocoa, em inglês). Ao apresentar o resultado da pesquisa, mostrou uma página da Enciclopaedia Britannica. Nela, as facetas curvas de um cacau - que não tem relação alguma com o produto - agradaram Samuelson. Os associados da Coca-Cola adoraram. Nascia um dos formatos de embalagem mais valiosos do mundo.

Anheuser-Busch de 600 ml?



Para convencer executivos da Anheuser-Busch, dona da marca Budweiser, a lançar a versão 600ml da cerveja no Brasil, foi usada a "técnica TBC", referência na empresa a, digamos, "levantar da cadeira". Numa reunião emperrada que já entrava pela noite, Eni Fukuda, gerente de pesquisa de mercado, levou os norte-americanos a um bar lotado para ver como os brasileiros consomem cerveja. Todos conversavam animadamente em mesas atulhadas de garrafas de 600ml. Nenhuma lata ou garrafa long neck, preferidas por norte-americanos, estava à vista. A Antarctica recebeu o sinal verde para testar a Bud 600ml em Porto Alegre (RS) e Campinas (SP). A expansão para o resto do país será mais uma etapa da estratégia da Budweiser para aumentar sua participação no mercado.