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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

O primeiro plástico.




Dá-se como certo que o primeiro plástico da história foi o celulóide, criado em 1868 por John Wesley Hyatt. Mas há notícia de uma receita para a produção de um material similar com mais de 400 anos. Foi elaborada por volta de 1570, quando o mercador suíço Bartholomäus Schobinger se encontrou com o monge beneditino bávaro Wolfgang Seidel na casa de um nobre alemão. O religioso, que era também editor de textos científicos, falou de um alquimista cujos escritos publicara, entre eles um sobre “o segredo para criar um material transparente semelhante a um belo chifre”. A receita mandava cozinhar um queijo de cabra durante um dia inteiro. Depois de resfriado, retirava-se o líqüido leitoso que ficava flutuando, aproveitando-se apenas o resíduo pastoso no fundo da vasilha. Schobinger e o monge aperfeiçoaram a receita. Na nova fórmula, adicionava-se água, cozinhava-se novamente e agitava-se até separar a água e a pasta. Com essa substância viscosa e “transparente como chifre” – caseína – moldavam-se, a quente, talheres, medalhões e outros objetos. Além da incipiente transparência, assemelhava ao vidro em outro aspecto: se caísse ao chão, despedaçava-se.

O primeiro plástico.




Dá-se como certo que o primeiro plástico da história foi o celulóide, criado em 1868 por John Wesley Hyatt. Mas há notícia de uma receita para a produção de um material similar com mais de 400 anos. Foi elaborada por volta de 1570, quando o mercador suíço Bartholomäus Schobinger se encontrou com o monge beneditino bávaro Wolfgang Seidel na casa de um nobre alemão. O religioso, que era também editor de textos científicos, falou de um alquimista cujos escritos publicara, entre eles um sobre “o segredo para criar um material transparente semelhante a um belo chifre”. A receita mandava cozinhar um queijo de cabra durante um dia inteiro. Depois de resfriado, retirava-se o líqüido leitoso que ficava flutuando, aproveitando-se apenas o resíduo pastoso no fundo da vasilha. Schobinger e o monge aperfeiçoaram a receita. Na nova fórmula, adicionava-se água, cozinhava-se novamente e agitava-se até separar a água e a pasta. Com essa substância viscosa e “transparente como chifre” – caseína – moldavam-se, a quente, talheres, medalhões e outros objetos. Além da incipiente transparência, assemelhava ao vidro em outro aspecto: se caísse ao chão, despedaçava-se.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

O SENTIDO DAS PALAVRAS



A palavra "plástico", originária do grego plastikós via latim plasticus, é o típico exemplo do adjetivo que virou substantivo. No primeiro caso define a propriedade de um material adquirir formas diversas e com diferentes graus de estabilidade, por efeito de uma ação exterior. Assim, seria correto dizer que embalagens de vidro (como esta acima), latas de aço ou de alumínio e estojos de papel cartão são "plásticos". Só não é apropriado, pois em meados do século XIX a palavra foi substantivada, passando a designar substâncias químicas sintéticas que podiam ser moldadas (ou sopradas) a critério do artista ou fabricante.